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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

TRABALHO COM IDOSOS - DICAS DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

Idosos, normalmente possuem um pouco de baixa visão.

Aqui vão algumas dicas, para que eles possam ter autonomia na hora de realizar suas atividades de vida diária:

a) na hora da refeição: procure colocar um fundo branco, pratos coloridos, onde o alimento que esteja dentro, seja realçado, e talheres de cores diferentes das do prato. Exemplo: uma toalha neutra, um prato marrom, talheres vermelhos, guardanapo amarelo e copo azul. Os utensílios devem estar em cores diferentes em todas as refeições, como uma referência ao idoso, pois decorará as cores e saberá qual utensílio estará utilizando;

b) na hora de fazer sua higiene bucal: procure colocar uma escova de dente de cor bem viva e colocar fitas adesivas na pasta de dente, no fio dental e no enxaguante bucal, com o mesmo intuito da alimentação;

c) Para idosos que perderam completamente a visão, o importante é fazer com que todos os materiais de atividades de vida diária do idoso, tenha algo sensorial, com uma textura diferenciada, para que o mesmo, saiba o que está pegando e para o que o mesmo serve na hora de realizar a sua atividade;

O mesmo vale para higiene corporal, pentes, escovas de cabelo, perfumes, talcos, livros, controles de TV, revistas e utensílios utilizado pelo idoso em sua rotina.

Vamos fazer com que os nossos idosos tenham um autonomia adequada e que possam ser independentes mesmo em sua velhice.

Dra. Ana Paula Barêa Coelho
Terapeuta Ocupacional
CREFITO-3: 10.261/TO

domingo, 16 de agosto de 2015

ATIVIDADES PARA COORDENAÇÃO MOTORA E SENSORIAL TERAPIA OCUPACIONAL


   

Atividade para coordenação motora grossa, onde a criança baterá com o cabo de madeira, no plástico, que está fixado em um tipo de balde ou bacia, cheio de água. Também, é uma atividade sensorial, pois se a criança conseguir furar o plástico poderá passar a sua mão no líquido que existe dentro do balde.




Atividade sensorial e motora, que envolve tipos de sorvetes, onde a bola do sorvete possui texturas diferentes, onde a criança poderá passar a sua mão. Todas as bolas são como um quebra cabeças, com velcro dos dois lados, para que a criança possa colocá-las de acordo com a cor, com o tamanho ou a textura semelhante. Trabalha-se também: memória, raciocínio, coordenação motora grossa, coordenação motora fina, força muscular e atenção.



Atividade sensorial e motora, onde as crianças podem confeccionar suas mãos em cartolinas (material mais grosso) e pinta-as, colando cada uma de uma cor, formando fileiras mistas. Cada mão terá um tipo de textura, para que a criança consiga identificar cada textura existente nela.





Atividade sensorial, onde poderá ser colocada em forma de painel ou como tapete. Pode-se trabalhar com texturas diferentes e com objetos de diferentes tamanhos ou formas. A criança também trabalhará a atenção e o raciocínio, podendo descobrir o que existe em cada quadrado de cartolina, pode-se utilizar também, sucatas.





Atividade motora e sensorial, onde a criança aprenderá a trabalhar com tecido, cortando-os juntamente com uma cartolina, ou EVA, um tipo de papel cartão, ajudando em sua força muscular, coordenação motora fina e também, na sua atenção, onde aprenderá a colar tais tecidos (que envolverão as suas devidas bases) em outros lugares pré-determinados pela professora. Trabalham-se as sensações e texturas com os tipos de panos que envolverão suas bases citadas no início desta descrição de atividades.




Atividade motora e sensorial, esta atividade é feita com papéis contendo números de 1 a 10, onde cada um conterá um determinado objeto ou textura. Em comando dado pela professora, de qual número tal criança deverá ir e sentir e adivinhar o que está pegando, a criança terão de ir até o número, pegar o objeto, senti-lo e falar o que está pegando. Pode-se também, deixar os objetos separados e apenas solicitar que a criança o coloque em determinado número. Esta atividade trabalha coordenação motora grossa, coordenação motora fina, atenção, raciocínio, memória e preensão.




Atividade sensorial, onde a criança terá de passar sua mão na textura de cada círculo, trabalhando com o semáforo, a mesma poderá ter a atenção necessária e o reconhecimento das cores necessárias. Uma atividade que além de ser sensorial, trabalha-se também com a psicomotricidade das crianças.


Atividade sensorial, onde a criança poderá sentir vários tipos de texturas em forma de painel ou tapete sensorial, estimula a criança a sentir novas texturas e auxilia no reconhecimento das sensações de macio/áspero, localização de tamanhos pequeno/médio/grande, definição de cores, se existe algum buraco, se é liso ou não, etc.



Atividade sensorial, onde a criança terá dentro das bexigas, algumas texturas diferentes. A montagem da atividade consiste em um papelão ou cartolina, com um balão desenhado no meio. Abaixo do desenho do balão, fotos ou figuras ou até a própria textura, colada abaixo. Cada bexiga colorida (para diferenciar as diferentes texturas) deverá conter a mesma textura, a qual estará abaixo de cada balão. Para crianças menores, poderá a atividade ser conduzida de maneira dirigida. Para crianças maiores, poderá ser conduzida, ou pedindo que a mesma, sinta a bexiga e coloque na textura que ela acredite que seja a que tem no interior da bexiga, ou já montada e a criança apenas sente ambas as texturas.


Cada atividade deve manter o máximo de uso de texturas diferenciadas. Materiais bons para montagem de atividades: algodão, bexiga, areia, maisena, cotonetes, elásticos, lixas finas e grossas, plástico, tampas de refrigerantes, tampas de garrafa pet, aveia, alpiste, sementes em geral, feijão, arroz, macarrão de diferentes tamanhos, folhas, tecidos, carpetes, penas, garfos de plástico ou madeira, palitos de diferentes tipos, lá, linha, barbante, feltro, velcro (macho e fêmea), tapetes emborrachados, papel cartão, gel, chantilly, gelatina, espuma de barbear, terra, grama, flores, temperos desidratados, etc.

Ana Paula Barêa Coelho
CREFITO-3: 10.261/TO
Terapeuta Ocupacional

Gravidez após os 35 anos - Dr. Drauzio Varella

Dra. Tânia Regina Schupp Machado é médica obstetra. Trabalha no Departamento de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde é responsável pelo setor de gestantes com idade avançada. 
O critério sobre a idade ideal para dar à luz evoluiu com o tempo. Na década de 1960, considerava-se ideal a faixa entre os 18 e os 25 anos. Quando a mulher dava à luz pela primeira vez depois dos 25 anos, era classificada de primigesta idosa. Hoje, admite-se que a idade "ideal" para a primeira gravidez vai dos 20 aos 30 anos. Diante da tendência de as mulheres engravidarem mais tarde, é possível que, daqui a alguns anos, esses números sejam revistos e o período alargado significativamente.
De modo geral, o universo feminino mudou muito a partir de 1960. As mulheres foram para as universidades e passaram a disputar espaço no mercado de trabalho. Além disso, o desenvolvimento de métodos anticoncepcionais seguros lhes permitiu definir o momento oportuno para engravidar. Diante dessas novas possibilidades de desenvolvimento pessoal e carreira algumas passaram a optar por ter filhos mais tarde, depois dos 35 anos.
IDADE IDEAL
Drauzio – O que levou a medicina a alargar um pouco mais a faixa considerada ideal para a gravidez?
Tânia Schupp Machado – Antigamente, a expectativa de vida girava em torno dos 45, 50 anos, as mulheres casavam cedo e tinham filhos logo. Hoje, espera-se que vivam muito mais e não são poucas as que chegam aos 90 anos. Outro fator importante é que a mulher estabeleceu prioridades além de casar e ter filhos e foi postergando a data de ser mãe. Diante dessa nova realidade, a experiência mostrou que os riscos da gravidez não aumentavam dos 25 anos aos 30 anos e alargou a faixa de idade ideal para a primeira gravidez, que passou a ser considerada de risco depois dos 35 anos, uma vez que a probabiilidade de conceber um filho com síndrome de Down (um dos maiores problemas na idade avançada) e do procedimento invasivo para fazer o diagnóstico é de um em cada 300 casos.
Drauzio – Do ponto de vista anatômico e funcional e da fisiologia do aparelho reprodutivo feminino, existe uma fase que poderia ser considerada ideal para a gravidez e o parto?
Tânia Schupp Machado – Nós, médicos, consideramos ideal a faixa entre 20 e 29 anos. Antes, o aparelho reprodutor feminino não está totalmente desenvolvido e depois há uma regressão na fertilidade da mulher. Sempre digo para as mulheres que querem engravidar mais tarde: "Depois dos 35, a gravidez é de risco, mas paciente bem cuidada volta feliz para casa com um filho saudável". O problema de adiar muito a gestação é conseguir engravidar. A fertilidade feminina começa a cair por volta dos 25 anos e tem declínio importante depois dos 35 anos.
RISCOS DA GRAVIDEZ TARDIA
Drauzio – Você disse que o risco é maior depois dos 35 anos. Risco de quê?
Tânia Schupp Machado – Primeiro, porque depois dos 35 é mais difícil engravidar. A mulher tem menos óvulos e é menos fértil. Depois, porque engravidando mais velha, a possibilidade de ter um filho com síndrome de Down aumenta. Por fim, porque durante a evolução da gravidez, é maior o risco de desenvolver hipertensão, diabetes ou de apresentar uma doença de base pré-existente, visto que muitas mulheres adultas só procuram o médico quando ficam grávidas. Quando pequenas, a mãe levava ao pediatra. Depois que cresceram, nunca mais entraram num consultório.
Drauzio – A mulher que decide retardar o nascimento de um filho, enfrenta dois problemas: o risco de uma gravidez tardia de um lado e de tornar-se infértil do outro. Qual é o decréscimo na taxa de fertilidade feminina entre 29 e 35 anos?
Tânia Schupp Machado – Não sei determinar com precisão o decréscimo da taxa de fertilidade feminina nessa faixa de idade. Sei que os profissionais especializados no assunto afirmam que, antes dos 35 anos, conseguem boa resposta para as fertilizações in vitro; depois dos 35, essa resposta costuma ser bem pior.
Drauzio – Qual é o índice de sucesso nas fertilizações in-vitro e na gravidez normal?
Tânia Schupp Machado – Nos casais em idade fértil e sem nenhum problema, a chance de a mulher engravidar naturalmente é de 25% em cada ciclo menstrual. Nas fertilizações in-vitro, a taxa de sucesso esbarra nos 20%. Por isso, considera-se absolutamente normal a mulher com 25 anos, que está tentando há quatro meses, ainda não ter conseguido engravidar (em cada ciclo suas chances são de 25%). No entanto, esse pequeno atraso nos planos pode virar uma neurose na hora em que ela decide ter um filho.
ANTES DE ENGRAVIDAR
Drauzio – Que cuidados deve tomar a mulher com mais de 35 anos que decidiu engravidar pela primeira vez?
Tânia Schupp Machado – O ideal é que o pré-natal comece antes da concepção. Por isso, a mulher deve procurar o médico antes de engravidar. Nesse momento, é importante fazer exames laboratoriais de rotina (hemograma, tipagem sanguínea, sorologias, exame de urina) e uma avaliação clínica, uma vez que o ginecologista está virando o clínico geral da mulher. Se tudo estiver bem, recomenda-se que tome ácido fólico, uma vitamina do complexo B, para diminuir o risco de malformação do sistema nervoso central do bebê.
Drauzio – Por quanto tempo a mulher deve tomar ácido fólico antes de engravidar?
Tânia Schupp Machado – A orientação é que tome durante três meses antes da concepção.
Drauzio – Caso ela demore para engravidar, o que acontece com o ácido fólico?
Tânia Schupp Machado – Depois de três meses tomando ácido fólico, a mulher deve suspender a medicação, porque seu efeito dura um ano. Caso não tenha engravidado nesse período, deve tomar novamente ácido fólico durante três meses.
INÍCIO DA GESTAÇÃO
Drauzio – Vamos imaginar que a mulher chegue dizendo: "Olhe, minha menstruação está atrasada quinze dias. Será que estou grávida", o que você faz?
Tânia Schupp Machado – Primeiro, dou parabéns, porque provavelmente ela está grávida, sim. Se tivesse história de alterações do ciclo menstrual, já teríamos sabido em consultas anteriores.
É muito importante que a mulher procure o médico assim que a menstruação atrasou, pois as gestantes acima de 35 anos estão mais sujeitas a abortamento. De acordo com as estatísticas levantadas, nessa idade, para cada bebê que nasce com alguma malformação, dez são abortados espontaneamente.
Uma vez confirmada a gravidez, a mulher faz um exame de ultrassom para verificar se o embrião está dentro do útero e se a gestação é única ou múltipla. Mulheres com mais de 35 anos estão mais propensas a ter gêmeos e trigêmeos (gestação gemelar e trigemelar). Esse exame permite também diagnosticar a gestação anembrionada, com desenvolvimento do saco gestacional, mas sem formar o embrião.
Drauzio – Como se determina o tempo exato da gravidez?
Tânia Schupp Machado – Por meio do ultrassom transvaginal, exame absolutamente inócuo, tranquilo e que não faz mal nenhum para o nenê.
Drauzio – Esse exame pode ser feito em qualquer fase da gravidez?
Tânia Schupp Machado - Feito nos primeiros três meses da gestação, tem a vantagem de indicar o tempo da gravidez com um erro de, no máximo, cinco dias. Por isso, preferimos que seja realizado logo no começo da gestação.
TRANSLUCÊNCIA NUCAL
Drauzio – Os exames mostraram que a mulher está bem e a gestação tem aproximadamente 20 dias. Qual a conduta indicada a seguir?
Tânia Schupp Machado – Serão marcados retornos mensais para o acompanhamento pré-natal. Entre a 11ª e a 13ª semana de gestação, quando o feto mede da cabeça até as nádegas entre 45mm e 84mm, a gestante passa por um exame de ultrassom que se chama translucência nucal (TN). Esse exame permite determinar uma medida na área da nuca do feto (entre os dois X na imagem 1) que, aumentada, pode sugerir o risco de uma doença cromossômica como a síndrome de Down. Se os valores estiverem normais, o risco que na mulher de 35 anos era de um caso em trezentos nascimentos, cai para um caso em cinco mil, o que nos tranquiliza muito.
A imagem 2 mostra um exame de translucência nucal aumentada. Na mulher mais velha, esse achado faz subir de um para vinte o risco de o feto ter um problema cromossômico.
Drauzio – Vale a pena lembrar que, mesmo quando o exame está alterado, a chance de o bebê ser normal é grande.
Tânia Schupp Machado – Se considerarmos que, em 20 nascimentos, dezenove nenês serão normais, pode-se dizer que o índice de prevalência da síndrome de Down, por exemplo, é bastante baixo.
BIÓPSIA DO VILO CORIAL E AMNIOCENTESE
Drauzio – Quando o exame de translucência nucal sugere alguma alteração, o que se deve fazer?
Tânia Schupp Machado – Recomenda-se que a gestante faça a biópsia de vilo corial, um procedimento mais invasivo para estudar a placenta. Guiado pelo ultrassom, o médico introduz uma agulha comprida, mas fina como a de tirar sangue, no abdômen da mulher e retira uma amostra da placenta que é enviada para análise.
Drauzio – A paciente é anestesiada durante o procedimento?
Tânia Schupp Machado – O exame é feito com anestesia local, só na pele. A paciente não sente dor. Sente apenas um certo desconforto e um pouco de cólica.
Drauzio – Qual é o objetivo desse exame?
Tânia Schupp Machado – A análise da placenta revela o cariótipo de nenê. Brinco com as pacientes que o cariótipo é a receita do bolo, pois revela o número e a morfologia dos cromossomos de cada indivíduo. Toda mulher é 46/XX e todo homem é 46/XY. O objetivo da biópsia de vilo corial é saber se o feto é cromossomicamente normal ou se apresenta alguma alteração que nada tem a ver com os cromossomos.
Drauzio – Diante de um resultado desfavorável da biópsia de vilo corial, qual o próximo passo?
Tânia Schupp Machado – Duas semanas mais tarde, eu pediria um exame chamado amniocentese. É um procedimento invasivo como o de vilo corial, só que em vez de retirar amostra da placenta, coleta-se amostra do líquido amniótico que envolve o nenê, com o mesmo objetivo: determinar o cariótipo. Infelizmente, confirmada a alteração cromossômica, não há nada que se possa fazer para reverter o quadro e evitar a manifestação da síndrome da Down, a mais frequente de todas elas.
No entanto, se for diagnosticada uma alteração cardíaca, por exemplo, e cromossomicamente o feto for normal, é grande a chance de uma cirurgia, realizada logo após o nascimento, resolver o problema. Se o mesmo diagnóstico for feito num feto cromossomicamente alterado, os resultados serão sempre piores.
Drauzio – Sempre resta a dúvida de que esses exames só fazem sentido se a mulher decidir interromper a gravidez quando é informada de que pode ter um filho com problemas genéticos. Caso decida levar adiante, os exames perdem um pouco a finalidade.
Tânia Schupp Machado – Em países que aprovam o aborto, funciona assim: foi comprovada a alteração fetal, a mulher pode interromper legalmente a gravidez. Mesmo que o feto seja cromossomicamente normal, se apresentar um problema cardíaco e a mulher decidir não levar adiante a gravidez, nada a impede que o faça.
No Brasil, não se pode fazer isso. Embora às pacientes atendidas nos hospitais públicos não seja conferida a opção de abortamento, quem deseja e pode pagar acaba arranjando um jeito de interromper a gravidez.
De qualquer forma, acho esses exames importantes para o diagnóstico de alterações que possam ocorrer com a criança. É muito traumático para a mãe receber na maternidade a notícia de que o filho nasceu com problemas. Para a mãe e para o médico. É melhor que ela esteja preparada para acolhê-lo como ele é.
ULTRASSOM MORFOLÓGICO
Drauzio – Quando a paciente faz outro exame de ultrassom?
Tânia Schupp Machado – Por volta da 20ª, 24ª semana de gestação, a gestante faz o ultrasom morfológico. É um exame mais completo que possibilita ver vários órgãos internos, contar os dedinhos das mãos e dos pés e verificar se existem alterações cardíacas e do sistema nervoso central. Ultrassom de translucência nucal e morfológico normais são os exames mais tranquilizadores da gestação.
CUIDADOS COM A GESTANTE
Drauzio – Que outros cuidados exige a gestante com mais de 35 anos?
Tania Schupp Machado – Depois dos 35 anos, a gestante é considerada de alto risco para diabetes. Por isso, todos os meses, deve fazer um exame de glicemia em jejum para dosar o nível de açúcar no sangue e, por volta de 28 semanas de gestação (sete meses), um teste de tolerância à glicose. Esse exame requer que ela chegue ao laboratório em jejum para receber 100 gr de glicose e colher sangue de hora em hora durante quatro horas. Além disso, é preciso controlar a pressão arterial e, se necessário, entrar com medicação.
Drauzio – No terceiro trimestre, com que frequência essa gestante tem de ir ao médico?
Tânia Schupp Machado – Até os sete meses de gestação, as consultas são mensais. No sétimo e oitavo mês, passam a ser quinzenais e daí em diante, até a hora do parto, semanais. Isso vale para a gestação sem problemas. Se a gestante apresentar diabetes ou hipertensão, por exemplo, as consultas precisam ser mais amiúde.
Drauzio – Quanto ao estilo de vida, qual sua orientação para as mulheres que vão dar à luz depois dos 35 anos?
Tânia Schupp Machado – Normalmente quem espera para ter filhos depois dos 35 anos são mulheres de vida corrida, que trabalham muito. Essas precisam diminuir o ritmo, porque muita agitação pode reduzir a quantidade de líquido em volta do nenê. De resto é vida normal.
Sempre digo para as moças que engravidam depois dos 35 anos que vão ter uma gestação normal e bebês saudáveis. Existe muita preocupação com a gravidez da mulher mais velha, gravidez considerada de risco, mas que correrá tranquilamente se a mulher for tratada direitinho.
Drauzio – Como é o parto das mulheres com mais idade?
Tânia Schupp Machado – As estatísticas indicam que o número de cesáreas é maior do que o de partos normais, por ansiedade materna e do médico também. Ter o primeiro filho aos 40 anos é tão desejado que nada pode dar errado e a mulher não suportaria esperar doze horas e com tranquilidade pelo trabalho de parto. No entanto, não há nenhuma contraindicação para parto normal. Alguns médicos falam que as fibras uterinas não são tão efetivas quanto as de uma paciente mais jovem, mas isso é muito difícil de ser averiguado.
PERGUNTAS ENVIADAS POR E-MAIL
Cristina Barcelos – Porto Alegre/RS – A depressão pós-parto é menos frequente em mães com mais de 35 anos?
Tânia Schupp Machado – Costuma ser menos freqüente, porque a maioria dessas gestações é muito desejada. A adolescente está mais sujeita à depressão pós-parto porque a gravidez aconteceu sem que ela quisesse. Depois do parto, seu corpo está fora de forma e ela tem um nenezinho para cuidar. Se a gestante com mais de 35 anos tiver, porém, alguma alteração psicológica, vai ter depressão como a mais jovem, embora esteja desejando o filho.
Drauzio – As depressões pós-parto têm características tão fortes de alterações neurobioquímicas que provavelmente escapam da vontade da mulher.
Anne Kelly Marques Nascimento – Belo Horizonte/MG – Depois dos 35 anos, é mais difícil a mulher voltar à forma física que tinha antes de engravidar?
Tânia Schupp Machado – Não é mais difícil. O problema é que cuidar do filho toma tempo, mas se a mulher retomar a prática da atividade física, seu corpo voltará ao que era antes da gravidez.
Reinaldo Damas Garcia –São Paulo/SP - O risco de uma mulher dar à luz pela primeira vez depois dos 35 anos e o mesmo da mulher que já teve outros filhos?
Tânia Schupp Machado – Durante a gestação, o risco de complicações é o mesmo, sendo primeiro filho ou não. Na hora do parto, para quem já teve filhos, os riscos são menores, porque a bacia já foi testada e sabe-se como a mulher reage a uma cesárea.
Eduardo Tavares – São Paulo/SP – Até que idade a mulher pode ter filhos?
Tânia Schupp Machado – Na literatura, há relatos de gravidez em mulheres de 70 anos. Não faz muito tempo, a impressa noticiou que, numa cidade do interior do nordeste do Brasil, uma paciente deu à luz com 64 anos, mas sua idade foi bastante questionada. De qualquer modo, enquanto a mulher estiver ovulando poderá engravidar, mas é muito difícil que isso aconteça em idade mais avançada.
Drauzio – Qual foi a grávida de mais idade que você atendeu pessoalmente?
Tânia Schupp Machado – Tinha 56 anos e estava tendo o décimo filho.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Brinque e divirta-se enquanto educa - Hora de Brincar - Guia do Bebê

Brinque e divirta-se enquanto educa - Hora de Brincar - Guia do Bebê

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança - Bebê Até 1 Ano - Guia do Bebê

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança - Bebê Até 1 Ano - Guia do Bebê

A TERAPIA OCUPACIONAL E A SAÚDE DOS DOCENTES

Educar é uma das profissões mais gratificantes, considerando que o esforço e a dedicação desempenhados podem ser recompensados. A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento de uma criança e para que este seja adequado, é necessário que haja uma boa relação entre o docente e seu aluno.
O professor deve encontrar um meio para que consiga se comunicar com a criança de um modo mais concreto e mais acessível possível, para que haja interação e este recurso utilizado, faça com que a mesma mantenha uma boa relação de vínculo afetivo com o mesmo.
É muito comum hoje, perceber que nesta categoria, os profissionais acabam por terem de enfrentar muitos problemas, os quais atrapalham e muito, a sua saúde. Os problemas sejam em escolas públicas ou privadas, acontecem por conta de salas superlotadas, longa jornadas de trabalho, baixos salários, indisciplina, burocracia, etc. Os níveis de estresse aumentam, bem como, surge à depressão. Situações assim preocupam muito e chamam muito à atenção, pois os docentes acabam por se enfraquecerem e com isso, se afastam das salas de aulas, proporcionando assim, um déficit de desenvolvimento das atividades pedagógicas.
A profissão docente sofreu grandes transformações no decorrer da história da sociedade, pois se antes era visto como o mestre que detinha o saber, agora sua principal função é ser colaborador no processo de ensino e aprendizagem. Mas para que o mesmo exerça o seu papel de forma eficiente e eficaz, é importante que o profissional da educação esteja psicologicamente bem preparado.
São alarmante e muito preocupante, os casos de altos níveis de estresse e as doenças vinculadas ao esgotamento físico e mental, que vem surgindo e aumentando a cada ano nesta classe de profissionais. O grande e constante contato e envolvimento com diversas pessoas vêm fazendo com que os professores tenham de se esforçar mais fisicamente, emocionalmente e psicologicamente, e através de esgotamento, surge um novo tipo de patologia chamada Síndrome de Burnout, que também é conhecida como síndrome do esgotamento profissional. Esta síndrome não possui consequências nocivas, porém, mexe muito com a qualidade de vida do indivíduo e, não somente está correlacionada a classe dos docentes, mas também, para outras profissões.
Segundo a pesquisadora, Marilda Emanuel N. Lipp (2005), os sintomas aparecem gradativamente. O indivíduo entra no processo de estresse pela fase de um alerta, produzido adrenalina dando energia e vigor. Permanecendo o estressor, ou surgindo novo desafio ou dificuldade, o indivíduo entra na segunda fase chamada de resistência, nesta fase surgem dois importantes sintomas: a dificuldade com a memória5 e muito cansaço. Para sair deste processo eliminando estresse é preciso muito esforço para lidar com a situação. Caso não consiga resistir ou mesmo se adaptar o corpo dá sinais de colapso entrando na fase de quase exaustão onde aparecem vários sintomas. Mas, o mais importante, é que o docente deve compreender de que não está sozinho e, que pode e deve pedir auxílio para lidar com todos estes problemas, até mesmo, como uma forma de prevenção, para que seja evitado o surgimento desta patologia.
É neste momento, que a terapia ocupacional pode ajudar e auxiliar estes docentes, como forma de prevenção e tratamento, dando orientações de autocuidado, de atividades que poderão ser realizadas dentro da sala de aula, para que seja amenizada a indisciplina e com isso, criar-se um melhor vínculo afetivo e um ambiente mais prazeroso para este momento de trabalho.
O autocuidado é um processo cognitivo, afetivo e comportamental, no qual o indivíduo em questão assume a responsabilidade por sua própria vida, conquistando integridade nas relações consigo e com o meio em que vive. É muito importante que o docente preserve sua saúde, para que consiga assim, cuidar do outro, ou das crianças que estão em sua sala de aula.
A terapia ocupacional sugere que para o seu autocuidado, o docente antes e depois de entrar em sua sala, consiga fazer uma automassagem, com movimentos circulares e feitos com as duas mãos em seu rosto, braços, mãos, e ombros. Ajudando assim, que permaneçam um pouco mais relaxados. A prática de escutar uma música amena e mais tranquila é outro método a ser considerado e utilizado quando se está em uma situação complexa. Realizar atividades manuais como forma de relaxamento, fazer yoga, praticar esportes ou atividades físicas em geral, é outra forma de manter seu corpo em harmonia. É muito comum, na prática da terapia ocupacional, o trabalho com o corpo e também com a sua mente, pois trabalhamos o indivíduo como um todo e, todos os campos deverão estar interligados, a parte física, psicológica e emocional.
Uma orientação muito comum para os docentes e também, para as instituições de ensino, é que haja em algum momento, uma prática de relaxamento ou conversa com o grupo de profissionais que trabalham na mesma, como uma forma de troca de experiências e esclarecer dúvidas que possam ter com relação ao cotidiano destes profissionais em ambiente escolar.
Nas salas de aulas, a terapia ocupacional sugere, principalmente, na educação infantil, onde a criança passa por sua primeira infância e talvez, a fase de desenvolvimento mais importante para elas, o brincar como um recurso afetivo e de aprendizagem pedagógica, pois o ambiente se tornará mais prazeroso, as crianças conseguirão compreender o conteúdo, poderão participar de uma forma lúdica e, portanto, pressionando menos a ambos os indivíduos, diminuirá com isso, a indisciplina, talvez o ambiente fique mais calmo e o docente conseguirá realizar o seu trabalho mais adequadamente, sem que prejudique a sua saúde.
Com isso, os ambientes escolares estarão mais adequados tanto para a criança, quanto para o docente, melhorando os relacionamentos internos e, trazendo maior qualidade para a própria proposta da instituição e assim, diminuindo os altos índices de estresse e depressão, ou patologias causadas por esgotamento destes profissionais.

Ana Paula Barêa Coelho
Terapeuta Ocupacional
CREFITO-3: 10.261/TO
Julho/2015





CUBO MÁGICO E TERAPIA OCUPACIONAL

O cubo mágico estimula o raciocínio lógico e as habilidades motoras finas.

O cubo mágico foi criado em 1974, pelo arquiteto Erño Rubik. Na época, era professor de Desenho de Interiores de uma universidade em Budapeste (Hungria) e precisava de um objeto que representasse perfeitamente uma forma geométrica tridimensional. Ele, então, inventou o cubo mágico, também conhecido como Cubo de Rubik. Ele é um excelente material de estimulação motora para crianças que possuem problemas coordenação motora grossa e fina, servindo de exercício para os dedos, mãos e punhos. Ajuda na função bi manual e na manipulação das mãos. É também um estimulador pedagógico porque trabalha muitos conteúdos matemáticos como as formas geométricas planas e espaciais, simetria e serve como resolução de problemas. Além disso, é estimulante mental, pois desenvolve o raciocínio.
Como material de estimulação, a criança não precisa completar o jogo. Basta que gire as faces do cubo. E nessa tentativa irá exercitando até que se canse ou desista.  O que importa é o exercício realizado. Temos três tipos de cubos mágicos: o sensorial (para crianças até 01 ano), o cubo mágico intermediário (os cubos mágicos, nos quais elas aprendem a abrir e fechar um velcro, zíper e fivela e, que pode ser de pano ou material plástico, coloridos ou com figuras de personagens infantis, indicado para crianças de 01 ano até 03 anos) e os cubos mágicos tradicionais coloridos (que são indicados para crianças de 03 anos até 06 anos).
Existem várias maneiras de se confeccionar um cubo mágico, podemos trabalhar com placas de EVA, com sucata (utilizando caixas de pasta de dente), uma almofada e bloquinhos de isopor.

CUBO MÁGICO SENSORIAL: 






CUBO MÁGICO INTERMEDIÁRIO:




CUBO MÁGICO COLORIDO:




            Outra opção de atividade que pode ser realizada com as crianças, com o mesmo propósito do cubo mágico, é a montagem de um papelão com bicos de garrafas, ou potes de produtos com roscas, colados um do lado do outro, onde o objetivo será o me rosquear, colocando e tirando, as tampas dos mesmos.



            Outros exemplos de atividades são: a colocação de elásticos em uma lata de massa de tomate; uma caixa perfurada, onde possam ser colocados macarrões parafusos ou penne encaixados pela criança; um boliche de papel higiênico ou com garrafas de pesos diferenciados, onde a criança possa jogar a bola e o objetivo será o de caírem todos os pinos; montar um quebra cabeças com palitos de sorvete; passar por baixo de elásticos ou barbantes, segurando uma bola nas mãos; e fazer bola ao cesto ou bola em buracos com alturas diferentes (do tipo boca de palhaço, em festas).








Ana Paula Barêa Coelho
CREFITO-3: 10.261/TO

Terapeuta Ocupacional
Agosto/2015